Adiar paga-se caro.
Não que não tenha gostado de passar a passagem de ano num táxi, a caminho de casa, com o Jossan, jordanês emigrado nos states, é só que... hum, podia ter sido algo mais.
O meu companheiro de viagem estava farto dos alegres clientes que pediam boleia na downtown de pittsburgh e por isso resolveu vir pescar pessoas no aeroporto.
Apanhou-me a mim.
Depois de um voo de 15 horas, que implicou (tentar) estar acordada durante cerca de um dia e 3 conecções de aviões, formei a seguinte resolução de Ano Novo: marcar viagens de avião com dois meses de antecedência. No mínimo.
Fui de Lisboa para Nova Yorque, e de NYC para Houston para ir para Pittsburgh. Que é como quem diz, vim de Nova Yorque para o Porto, para ir para Copenhaga para voltar a Lisboa. É a vida dos atrasados despachadinhos.
O primeiro avião foi fácil.
O segundo avião foi agonizantemente lento.
No terceiro avião acordei estremunhada sem saber se ia ou voltava de Lisboa.
E depois cheguei e tive que carregar a mala.
Que era pequenina mas gordinha, tinha comido todos os livros possíveis. Com a pressa e a angústia de perder os aviões nas escalas, fiz uma mala maneirinha que não tinha que ir para o porão. Não era preciso. Ao passar pela imigração vazia de Nova Yorque pensei "Bolas, tanta rapidez, bem que podia ter trazido o bacalhau". Fica para a próxima.
E o vosso ano novo, como foi?
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
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