domingo, 25 de maio de 2008

sexta-feira, 23 de maio de 2008

(Pr'ó Guillaume) As minhas primeiras recordações do técnico

Hum, e há assim uma espécie de saudade no meio destas imagens...

As minhas primeiras memórias do técnico e de física são um pouco difusas... a minha primeira imagem concreta é mesmo de ver as costas do Paulo a entrar numa sala do central por causa dessa coisa chamada mentorado. Lembro-me que trazia uma pasta castanha na mão e uma camisola negra.
Desse dia, vem-me também à memória conhecer a Telma e uma praxe cantante... Será que o Guimas estava mesmo lá, ou a minha memória inventou-o por aquilo ser uma coisa à Guimas?

E lembro-me muito bem dessa noite de cerveja, que era simultaneamente a minha estreia da carvoaria e uma das minhas primeiras noites em Lisboa! O caminho foi muito pouco alegre, comigo a conviver com todos os fantasmas implantados sobre a zona do técnico (ie, putice) e com todas as inseguranças de conhecer aquela gente nova, que eu não sabia quem era, mas que parecia fixe (e para quem não era estranho gostar de física e de matemática e de ler).

Lembro-me que o Paulo trazia um livro de PE (provavelmente, o Montgomery) para estudar a meio da noite com mais alguém (o Guillaume? o Nuno?)
Mas, Guillaume, parece-me que as bolinhas de pão foram um pouco mais tarde... acho que isso não aconteceu logo nessa noite, mas sim noutra...

Não me lembro da minha primeira conversa com a Ana, ou com o Artur, ou com a Ana Luísa. Lembro-me que a Ana era a gaja fixe que estava sempre preocupada com toda a gente, da amizade que sabia a pouco da Ana Luísa e do Leandro, e do Artur só tenho recordações distintas cerca de um ano depois.

E lembro-me do fotopaper, do cheiro da casa do Pato, das aulas, do acampamento num sítio em que ainda éramos suficientemente putos para considerar fazer barulho à noite assim como uma espécie de rebeldia (o vaipe do Gato)... e de outras convulsões bem menos cor-de-rosa que fizeram dos meus primeiros dois anos no IST uma promessa mas um algo difícil de conquistar também... Acho que o técnico só começou mesmo a partir do 4º ano para mim.

A alegre casinha "virtual"

é linda! Tem paredes de cores suaves e um quadro que faz olhar para lá do ecrã. O nome faz pensar duas vezes. E, mais importante que tudo, tem gente dentro que nunca mais acaba...

Mas mais do que uma casa só minha (que coisa tão vazia e nua!) era tão bom que se tornasse um espaço de Todos, o cantinho cibernautico de encontro para memórias, sonhos, devaneios e planos (de viagens megalómanas, desabafos infalómonos - e não só), das aventuras e desventuras de um grupo de pessoas que sabe-se lá porquê, sabe-se lá como ou em que data precisa acabou enlaçado em afectos... Já sabem como entrar. Quando quiserem!

!beijinhos!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

ah... humm....

Bem... Talvez o Obama ganhe as primárias, talvez ganhe as eleições. :-) Não é propriamente um revolucionário, mas sempre é melhor que um católico republicano!

Estive a fazer uma procura rápida na net e encontrei um livro de ficção que se passa em Pittsburgh, nos anos 80, centrado num tipo que é estudante universitário:

The Misteries of Pittsburgh
de Michael Chabon

Também vi que é considerada uma das melhores cidades para se viver nos States (vai-se lá saber porquê). Ficou em primeiro lugar no Places Rated Almanac em 2007! Dizem que tem um custo de vida barato (e com o dólar baixo, ainda mais) em contrapartida é a região metropolitana mais poluída. :-P

Estás a 6 horas de carro de New York (caso queiras o boliço da Big Apple), a 10 de Montreal (para o caso de te fartares dos americanos), a outras 10 de Boston (para alguma cultura mais empinada), apenas a 4 de Washington (para o caso do Obama não ganhar, ires fazer umas manifs).

Podes-te tornar adepta de diversos desportos: Futebol amaricano, hóquei no gelo, basquetebol, rugby e até futebol (mas tens de dizer soccer, senão eles não percebem).

Tens 446 pontes em Pittsburgh, se o Euler se tornou famoso com o problema das 7 pontes de Koningsberg, imagina o que não vais fazer com 446! Força Cris!

A Cristina Aguilera é de Pittsburgh! Já sabes, se te fartares de teoria de jogos, compras umas minisaias (ou cintos), reduzes uns cm de altura e dedicas-te à musica, versão MTV! O grande Charles Bronson também é um indigena de lá! O Andy Warhol, o grande Art Blakey, Herbert Simon, ganhou o prémio nobel da economia.

Entretanto, vais ter de procrastinar um bocado todas as semanas para organizares a nossa viagem daqui a 4 anos (+-) (a aventura por um continente, que ainda não sabemos qual é!) é uma boa recompensa para depois destes anos de expatriados!

Entretanto, já para o ano, não te esqueças, route 66 em Agosto, estamos lá!

http://www.national66.com/

http://en.wikipedia.org/wiki/Route_66

E claro, vamos neste carro amaricano:

Um Amigo

Há uma casa no olhar
de um amigo.

Nela entramos sacudindo a chuva.
Deixamos no cabide o casaco
fumegando ainda dos incêndios do dia.
Nas fontes e nos jardins
das palavras que trazemos
o amigo ergue o cálice
e o verão
das sementes.
Então abre as janelas das mãos para que cantem
a claridade, a água
e as pontes da sua voz
onde dançam os mais árduos esplendores.
Um amigo somos nós, atravessando o olhar
e os véus de linho sobre o rosto da vida
nas tardes de relâmpagos e nos exílios,

onde a ira nómada da cidade arde
como um cego em busca de luz.
(Eduardo Bettencourt Pinto)

Janela para a Cris

Introspecção...



Ternura,



Perscutar...



Felicidade!



Ratita tótó!!!



Por Stipouff (boicota o google!)

Ninguém melhor que Sebastião da Gama para espreitar pelo canto da janela da alma. Deixo-te este poema na palma do coração: O Sonho

O Sonho


Pelo sonho é que vamos,

comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?

Haja ou não haja frutos,

pelo sonho é que vamos.


Basta a fé no que temos,

basta a esperança naquilo

que talvez não teremos.

Basta que a alma demos,

com a mesma alegria

ao que desconhecemos

e ao que é do dia-a-dia.


Chegamos? Não chegamos?

─ Partimos. Vamos. Somos.


Sebastião da Gama